Benfica: saída de Quique Flores

Numa altura em que o Benfica se prepara para trocar (outra vez) de treinador, e aproveitando o balanço do post anterior, recordo a passagem de Manuel José pelo clube da Luz, de resto, o do seu ‘coração’ – episódio sintomático daquilo que temos não queremos no Glorioso.
À distância (desde a época 1997/1998), percebe-se agora que era impossível a Manuel José triunfar no Benfica, ‘naquele’ Benfica ou, pior ainda, ‘neste’ Benfica. Manuel José tornou-se, como tantos outros, ‘o homem certo, no momento errado’, personificando, na perfeição, a falta de estratégia, planeamento e paciência de dirigentes, que, neste particular – e é preciso dizê-lo –, foram sempre “apoiados” nas suas decisões pelo burburinho e lenços brancos oriundos do pouco nada racional ‘terceiro anel’.
O cargo de treinador do Benfica transformou-se, em um par de décadas, em algo diluente da competência e do esforço alheio. O sucesso dentro e fora do campo, à imagem da grandeza do clube, não se coaduna com a actual política desportiva, muito menos com o despedimento de Quique Flores e da sua equipa técnica. O silêncio – feito das certezas ou dúvidas incómodas? –, de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, nesta recta final de campeonato, é do que mais me incomoda.

~ por osdonosdabola@gmail.com em 16/05/2009.

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